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Líderes do Timor Leste defendem difusão da língua portuguesa no país

Em comemoração aos 40 anos da proclamação da independência do Timor Leste e dos 500 anos da chegada dos primeiros navegadores e missionários portugueses, o jornal "Timor Post" publicou matéria em que destaca frases de importantes líderes timorenses em defesa da língua portuguesa.

"A língua portuguesa é um dos fatores essenciais da identidade do povo timorense", afirmou o presidente Taur Matan Ruak, que opinou que adoção do português como língua oficial, ao lado do tetum, foi "a decisão correta". Questionado sobre as dificuldades de ampliar a utilização do idioma no Timor Leste, o presidente comentou que "vai levar tempo, naturalmente, mas não é difícil. Difícil foi a independência e, mesmo assim, conseguimos; por que não o português?".

O ex-presidente e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos-Horta, acredita que a língua portuguesa ganhará espaço no país asiático. Para Horta, o "país deveria se modernizar e consolidar um ambiente com quatro línguas: o português, o indonésio, o inglês, e o tetum".

Em que pese o apoio dos principais líderes timorenses à difusão da língua portuguesa, o idioma enfrenta desafios no Timor Leste. A língua trazida pelos europeus teve sua utilização proibida durante a ocupação indonésia, entre 1975 e 1999, o que distanciou toda uma geração de timorenses da língua portuguesa.

Ainda assim, hoje o Timor Leste tem o português como língua oficial e preside, até julho de 2016, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O país pretende realizar na sua capital, Díli, a próxima edição da Conferência Internacional da Língua Portuguesa, que teve suas primeiras edições em Brasília (2010) e Lisboa (2012).

 


Bandeira do Timor Leste

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