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Argentina debate novos autores da literatura brasileira

Aproveitando o lançamento da edição argentina do livro "Representación y Resistencia en la Literatura Brasileña Contemporánea", da professora de literatura brasileira da Universidade de Brasília (UnB) Regina Dalcastagnè, o Centro Cultural Brasil-Argentina (CCBA) organizou lançamento da obra e debates, no período de 13 a 15 de outubro, com especialistas de diversas universidades de renome, para tratar dos novos autores da literatura brasileira.  As atividades ocorreram no contexto do "V Colóquio Internacional sobre Literatura Brasileira Contemporânea: Territórios, Comunidades e Lugares do Literário", organizado pela Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) e pela Universidade de Brasília (UnB).

Participaram das discussões especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da UnB, da Universidade de Buenos Aires (UBA) e da Georgetown University. Durante a apresentação da tradução em espanhol do livro, no CCBA, houve também declamação de poemas por Michel Yakini, do Coletivo Literário Elo da Corrente, do bairro de Pirituba, em São Paulo-SP.

Na seção de debates, a professora Lucía Tennina, crítica literária e antropóloga, docente de literatura brasileira na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires (UBA), falou sobre seu trabalho de tradução da obra de Dalcastagnè para o espanhol e de sua experiência de tradução de outros autores brasileiros novos, como Ferréz, Marcelino Freire e Lourenço Mutarelli.

Dirigiu-se ao público, também, o professor Anderson Luís Nunes da Mata, que apresentou o painel "Crítica literária contemporânea: os termos do debate em curso no Brasil". Em sua fala, descreveu o processo de aprendizado no Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea da UnB, coordenado pela professora Dalcastagnè, que edita, igualmente, a revista "Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea".

A professora Dalcastagnè, em sua apresentação, falou do panorama atual da literatura brasileira e do trabalho de preparação de seu livro. Fruto de quinze anos de pesquisas, a obra aprofunda a análise sobre a narrativa brasileira contemporânea e investiga a literatura como artefato social de diálogo com o campo produtivo formado por autores, editores, críticos e leitores. Para ela, o "território contestado", presente no título original da obra em português ("Literatura Brasileira Contemporânea: um território Contestado", Editora Horizonte, 2012), seria aquele em que, na literatura brasileira contemporânea, a dicção e a temática populares lutariam por legitimidade no espaço cultural nacional.

 

 

 

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