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Festival infantil Kolibrí celebra a diversidade cultural brasileira na Finlândia

Escrito por Matheus Félix | Criado: Segunda, 25 Novembro 2019 18:40
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Centenas de adultos e crianças brasileiras e finlandesas puderam desfrutar as mais variadas atividades culturais e educacionais oferecida pelo festival finlandês Kolibrí. A semana temática aconteceu nos dias 3 a 6 de outubro em Helsinque, capital do país Nórdico. O Brasil foi representado no evento por professores, artistas e escritores que participaram de seminários, apresentaram workshops musicais e expuseram obras em feira literária.

O festival recebeu cerca de 1200 visitantes e foi organizado por cerca de 70 voluntários vinculados à associação cultural Ninho. O Kolibrí existe desde 2015, estando em sua quinta edição. Contou com o apoio de diversas embaixadas e organizações estrangeiras, incluindo a Embaixada do Brasil na Finlândia, por meio do Centro Cultural Brasil-Finlândia – CCBF.

O evento foi aberto e gratuito. Recebeu crianças acompanhadas de seus pais, que desfrutaram de extensa e variada programação. As atividades foram distribuídas em diversos locais espalhados pela região metropolitana de Helsinque, com a finalidade de alcançar públicos nos bairros mais afastados da região metropolitana.

Segundo Diego Alves, Diretor do CCBF, a semana possui ênfase no plurilinguismo e na diversidade cultural desde a primeira infância, tendo como um dos principais públicos-alvo “as comunidades falantes de português e espanhol em Helsinque, bem como famílias finlandesas que possuem ligações afetivas com os países ibero-americanos no geral”.

O Kolibrí – que em português significa beija-flor – é “um evento anual que oferece, durante uma semana, uma série de eventos em português e espanhol para crianças bilíngues ou multilíngues, que nos ajuda muito a promover o português como língua de herança aqui em Helsinque” aponta Alves.

Comunidade lusófona em ação

No primeiro dia do festival, no centro cultural Annantalo, professores de português se reuniram no IV Seminário Bienal de Bilinguismo e discutiram o tema “Plurilinguismo em companhia: a comunidade lusófona em ação”. Participaram como panelistas da discussão Catarina Stichini, professora de português como língua de herança na Suécia; Tehri Martins, voluntária do clube de português para crianças bilíngues (português-finlandês); e a brasileira Patrícia Carvalho, que dá aulas no centro cultural brasileiro no país e também na Universidade de Helsinque. Carvalho considera a experiência uma “importante troca de conhecimentos sobre línguas, identidades e culturas”e elogiou o festival Kolibrí por ser um evento “inclusivo e enriquecedor, que inspira tanto as famílias quanto os profissionais que dele participam”.

Durante o seminário, Patrícia discorreu sobre as atividades da oficina de português como língua de herança, ministrada semanalmente no Centro Cultural Luckan, bem como sobre as aulas de português para crianças já em idade de alfabetização, que tiveram início neste semestre na biblioteca de Pasila. Em ocasião, também foi discutido o ensino do português como língua materna no sistema escolar finlandês.

Segundo a organização do evento, “o objetivo do Seminário de bilinguismo é oferecer informação e propostas para o desenvolvimento do bi/plurilinguismo infantil, além de uma plataforma para que as famílias luso/hispano-finlandesas possam conhecer-se e partilhar experiências e iniciativas”.

 

Seminário de Bilinguismo / Divulgação

 

Literatura infantil

No segundo dia, a biblioteca de Pasila recebeu os pequeninos brasileiros e finlandeses para uma sessão de contação de histórias bastante lúdica e divertidas com a ilustre presença da escritora brasileira Cláudia Nina, que leu seu livro “Nina e a Lamparina” para o público infantil.

A autora também participou de outra atividade, também em Helsinki, a oficina “Cartas Vivas”  

 

Contação de Histórias / Divulgação

 

Capoeira, Oficina de Samba e feira de livros

Para aquecer o evento e animar as crianças, o Contramestre Bom cabelo reuniu uma enérgica roda de capoeira, nos dias 4 e 5. As crianças ficaram muito animadas com a apresentação do dia 4 que antecedeu a contação de histórias de Cláudia Nina, também na biblioteca de Pasila. Uma pequena degustação da apresentação pode ser acessada aqui. A roda de capoeira do dia 5 aconteceu na Biblioteca de Sello, em Helsinki.

Os dias 5 e 6 de outubro foram bastante movimentados para o festival Kolibrí. A bailarina Carolina Adewale e o percussionista Adriano Adewale ofereceram uma lúdica experiência em sua oficina de samba. Na aula interativa, Pais, crianças e demais visitantes dançaram ao som de Adriano enquanto Carolina liderava a coreografia. Além disso, também puderam se familiarizar com diversos instrumentos da rítmica brasileira.

 

Oficina de Samba / Divulgação

 

No dia 6, o espaço cultural Annantalo também abrigou uma feira de livros. Na qual a escritora Cláudia Nina expôs duas obras infanto-juvenis e pôde conversar com famílias multiculturais e integrantes da comunidade brasileira na Finlândia.

 

 

Cláudia Nina no festival Kolibrí / Divulgação

 

O embaixador brasileiro na Finlândia, João Luiz Pereira Pinto, defende a importância da presença brasileira no evento. ”O Festival Kolibrí, ao oferecer gratuitamente ao público infantil oficinas sobre manifestações culturais brasileiras como o samba e a capoeira, ministradas em língua portuguesa, ademais de atividades focadas na difusão do português como língua de herança, promove a valorização das raízes linguísticas e culturais brasileiras para as novas gerações de filhos de brasileiros no exterior. Além disso, ajuda a promover a cultura brasileira e a reforçar a cultura da diversidade e do multiculturalismo na Finlândia”.

Pôster do Evento / Divulgação 

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Assunto(s): CCBF , Kolibrí , Cláudia Nina
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